Museu da Memória Afetiva vai começar a frequentar a escola

Equipe de gestores do museu que participará dessa segunda ação do Mmac. Foto: Sarah Wollermann/Mmac
Equipe de gestores do museu que participará dessa segunda ação do Mmac. Foto: Sarah Wollermann/Mmac

O Museu da Memória Afetiva da Cidade do Natal (Mmac) vai começar a frequentar a escola. E quem vai levar essa ideia à frente são os próprios professores do município. Graças a uma parceria firmada com a Secretaria Municipal de Educação, o Mmac receberá nesta sexta-feira, a partir das 13h30, uma turma composta por 35 professores de geografia e história da rede municipal.

O encontro acontecerá no Parque das Dunas, mais especificamente na Folha das Artes. A ideia é apresentar o Museu aos professores e desenvolver junto com eles metodologias para que a construção de memórias que o Mmac propõe possa ser usada pelos alunos da rede municipal de Natal. Segundo os gestores do Mmac, esta também é uma forma de fortalecer a cidadania e a identidade dos estudantes com a cidade onde eles vivem.

Também nessa primeira atividade, os professores poderão caminhar sobre um mapa gigante de Natal e terão a oportunidade de relatar suas memórias afetivas com relação a este espaço. A partir da oficina, eles poderão replicar a experiência com seus alunos. Esta é apenas a primeira turma de professores que fará parte dessa parceria. Nos dias 16 e 17 de julho, 35 professores de arte e outros 80 de português participarão de uma atividade semelhante.

Toda a construção resultante dessas oficinas, inclusive as memórias captadas pelos estudantes, poderão fazer parte do acervo do Museu. A expectativa é que esse trabalho atinja milhares de estudantes do ensino fundamental de Natal, bem como suas famílias.

Museu participa de atividade na comunidade do Jacó

No sábado, das 15h às 17h, o Museu da Memória Afetiva da Cidade participará de uma atividade na comunidade do Jacó, zona Leste de Natal. As pessoas que residem neste local se sentem excluídas por conta de um muro que impede que a área seja vista por quem passa pelas avenidas próximas. Além de conviverem com diferentes demandas sociais que não são atendidas pelo poder público.

A ideia é discutir uma intervenção artística no muro que isola essa comunidade para tornar essas pessoas mais visíveis à cidade. Essa atividade é uma iniciativa do Motyrum, conjunto de projetos de extensão que trabalha educação popular e direitos humanos; e o Departamento de Arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O Mmac participa como convidado dessa iniciativa.